terça-feira, 22 de junho de 2010

Vamos continuar a luta


Vamos continuar a luta

Diz-se, que despedindo-se de Favre e da vida, Violeta Parra compôs esta canção.
Gracias à la Vida é logo adoptada pelo povo e marca presença nas suas lutas contra a ditadura.
Baez e Elis recriam-na dando-lhe as sonoridades da solidariedade dos povos do mundo para com a luta do povo Chileno.
Hoje, quando nos despedimos de ti, Pedro, queremos que se assuma como um hino à vida e à luta. Um hino que nos empolgue os exemplos de entrega, generosidade, criatividade, inteligência e verticalidade como são os que nos legas agora.
Após este breve intervalo para o adeus e reiniciando a caminhada reafirmamos-te:
Vamos continuar a luta.

domingo, 20 de junho de 2010

Morreu o Pedro Palma!... Mas para nós não.

Estaremos todos no teu funeral, para que sintas a força que nos dás ao recordar-te.

Se vamos continar a luta pelos nossos sonhos? Fica tranquilo. Que outra coisa poderías esperar de nós.

O Santos e o Pica ficaram de informar sobre o dia do funeral (se é amanhã - segunda-feira, ou se é na terça) e a hora e o local.

Adeus camarada



Há dias, num dos reencontros, perguntava-te o Frade : «e tu quantos moços tens?» e respondes-te: cento e quarenta e dois …mas já tive anos piores. Assim, sem a mais leve denuncia de ironia. E todos nos rimos à gargalhada. Uns por saberem claramente a que te referias, outros pelo absurdo da resposta.
À fraterna solidariedade que SEMPRE manifestas-te com os teus amigos e camaradas encontravas sempre espaço para acrescentar o mais sensível e recortado humor.
Recordo ainda a tua memória fresca. Quantas vezes não reconstitui episódios, personagens e canções graças a ela.
E na reconstituição das canções juntavas-lhe ainda a harmonia, de uma voz ritmada e estas ganhavam o som de hinos que juntos seguíamos.
E assim entoámos antes e agora, tantas vezes: «Jovens do vasto mundo, nós queremos um mundo de paz».
Hoje, ainda marcados pela despedida a Saramago, quando um turbilhão de ideias e emoções varriam o nosso ser, quando constatávamos da dimensão dos homens e confirmávamos quão grandes são aqueles que mesmo na morte são mais homens do que todas as miniaturas vivas, recebemos este soco que nos atordoa.
O Pedro, o Pedro Palma partiu.
Não poderemos mais contar com a sua refrescada memória.
Nem com as suas canções, o seu humor, a sua fraternidade, a sua entrega e dedicação.
Não poderá estar em Pias.
Mas deixa-nos e nós temos obrigação de honrar o seu testemunho e exemplo.
Morreu mais um HOMEM grande e um Grande CAMARADA.
Pois então, que todos nós entoemos o resto do hino e que entoemos neste verso: «Juntos da tumba sagrada, nossa jura solene repetimos»;
A luta continua.
Adeus Pedro.
Adeus camarada.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A LUTA É O CAMINHO

Objectivos cumpridos e superados!
Mobilizámos
Mobilizámos e as ruas encheram-se com tantos, tantos mil!
E havemos de ser mais ainda
Porque não paramos
Havemos de lutar, lutar sempre!

A Luta é atitude ante a vida e caminho do Futuro "Álvaro Cunhal"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ATE AMANHÃ CAMARADAS



Estão todos a fazer pastéis de bacalhau para levar amanhã para a Manif.???
Ainda estão de ressaca?
Esta coisa carece de alimento.
E esse alimento é a nossa escrita, as nossas fotos (tiradas por nós, esclareço).
Gosto de por aqui passar, mas não gosto de ver a sala vazia.
ATÉ AMANHÃ CAMARADAS

quinta-feira, 20 de maio de 2010

reencontro

viemos de longe
de muito longe
o que nós passámos até chegar aqui

e entretanto passaram 30 e tal anos

mas o que é curioso
é que parece que foi ontem

só os cabelos nos desmentem

até ao próximo reencontro

 já no dia 29
em lisboa

desculpem mas só estas é que ficaram boas
quem tiver mais...

o pedro palma, o borges, a felicidade, o antónio joão, o chico pereira, o pargana


os amigos do gupo de cantares de évora que nos encantaram


o herlander!...

a manuela, o santos, o cascalheira...


o antónio barão...


o frade, o chico missas, o baguinho

e tantos
e a minha máquina não registou

fica para a próxima

foi não, é!


foi ?? é bonita a festa, pá! porque os sons da nossa festa, que são também os sons do trabalho, vão ganhar as ruas e é aí que nos vamos encontrar, muitas vezes e muito antes do próximo Maio, em Pias ou noutro lado qualquer.




vemos-nos dia 29, em Lisboa.


ps (salvo seja): num esforço contrariado de preservar compromissos importantes, fiz uma saída à francesa, ainda a procissão ia no adro. e as despedidas são sempre a seca pior. felizmente que o chico missas fez o melhor brinde logo no início. e aqueles camaradinhas de máquina de filmar em punho estão à espera de quê para descarregar aqui os videos ? vá lá, partilhem!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Foi linda a festa

A luta continua

-Este é que eu agora não me lembro quem é ele!
-Meu grande sacana, quando me deixaste pendurado no registo…
-Olha o meu afilhado - gritou logo o Gama enquanto dava um ruidoso abraço no Chico Pereira.
Foi assim. Este foi um dos episódios dos muitos reencontros que sábado aconteceram.
Um dia, se os protagonistas me permitirem, esclarecer-se-á a questão do afilhado, mas por agora fica o sabor da fraternidade do reencontro.
A memória, a amizade, a fraternidade conduziram-nos ali, no sábado.
Mas o que ali afluiu foi acima de tudo, uma vontade danada de viver para transformar o presente e garantir um futuro melhor.
A mesma vontade que nos conduziu por todo este Alentejo nos anos em que tínhamos um pouco de menos anos.
Quando comíamos sardinhas em conserva como se comêssemos o melhor dos pitéus, quando comprávamos avulso e repartíamos os cigarros, quando dormíamos sobre cartões e nos enrolávamos (vivos) nas bandeiras, quando aprendíamos a fazer uma caldeirada para quatro com três sardinhas, quando o teu problema era o problema de todos, quando o dinheiro conseguido era o dinheiro repartido.
Frequentámos a melhor das universidades do mundo.
E formámo-nos caldeando esta amizade inquebrável e esta fraternidade «tão jovem» que no sábado uma vez mais mostrámos.
A luta continua.
E nós continuamos tão jovens.

sábado, 15 de maio de 2010

Pelo Sonho é que vamos


O Sonho


Pelo Sonho é que vamos,

comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,

Basta a esperança

naquilo que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria,

ao que desconhecemos

e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião de Gama



Foi bom, foi muito bom!

Eramos à volta dos 70 e o Sonho continua vivo.

Há que continuar a lutar, há que continuar a sonhar!

PORQUÊ?

FOMOS QUADROS QUE NA NOSSA JUVENTUDE TIVEMOS UM PAPEL ACTIVO NO DESENVOLVIMENTO DAS MAIS DIVERSAS LUTAS E ACTIVIDADES DAS ORGANIZAÇÕES DA JUVENTUDE COMUNISTA no Alentejo
TEMOS UM SONHO, UM IDEAL, Consideramos que a dinâmica do desenvolvimento da humanidade, o sentido da História, passa inevitavelmente pela luta por uma sociedade organizada na base de valores e princípios em que CADA UM CONTRIBUA COM AS SUAS POSSIBILIDADES E RECEBA DE ACORDO COM AS SUAS NECESSIDADES. É utopia? Claro!
Que seria da humanidade se não fossem as utopias e aqueles que lutam por elas.
Somos um grupo de amigos e camaradas, estamos aqui por isso.
Vamos fazer com que o calor da nossa amizade, o recordar de lutas, valores e princípios que nortearam a nossa forma de participaço na vida colectiva das nossas organizações, sirvam de motivação para uma melhor e maior actividade dentro do nosso partido. VIVA A JCP, VIVA O PCP

Para o ano, em 21 de Maio, em Pias e aí já temos que levar os nossos pais, os nossos filhos e os nossos netos.

UTILIDADE


Só as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só o amor por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda,
nem nunca, será nossa
interessa.



Mário Dionísio
[Lisboa, 1916-1995]

A Bandeira Comunista


Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.


Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.


À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.


E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.


Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.


Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.



E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.
José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 11 de maio de 2010

Organização (eu não tenho)

Eu juro que invejo esta malta que tem coragem para meter as mãos na massa e organizar isto.
Ainda mais considerando que tem que "lutar" contra gentinha como eu que pede para ficar até quase à véspera sem confirmar, porque tem constrangimentos e limitações e blá, blá e dá uma trabalhêra desgraçada...

Mas agora aqui e em primeiríssima mão fica já confirmada a minha presença (óviste Alexandre?) já com boleia confirmada e tudo. Mal posso esperar para me "ajuntar" com esta gente boa.

E nem posso acreditar que sou eu ali em baixo naquela foto!!!

A organização

Tenho estado para aqui com a Zezinha e o António João, a tentar coordenarar as coisas para a deslocação da malta a Èvora no dia 15 e cheguei á conclusão que era melhor que a equipa que está mais ou menos a organizar isto se encontrasse na véspera e eis que me veio à memória da velha (mas sempre nova) frase do DINIS MIRANDA: A organização não é um fim em si mesmo, mas sim um meio para alcançar os nossos fins.

E eu acrescento esta reflexão: É um alegre desafio, organizar a EXPONTÂNIEDADE, mas a arte e o amor também. Aliás, só se consegue organizar a expontaniedade, quando se tem alguma arte e muito amor.

Privatize-se tudo

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148