Este é o blogue dos ex quadros da JCP do Alentejo, que tiveram as principais responsabilidades nas dinâmicas da organização principalmente na decada de 80. Vai servir para cada um "falar" e "ouvir" os outros e para preparar o almoço convivio que temos aprazado para o dia 15/05/10, Voltámos a realizar novo almoço covivio no dia 7-05-2011 em Pias e no dia 9-06-2012 em Avis.
terça-feira, 13 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
PCP reafirma necessidade de uma Reforma Agrária
Haverá outras intervenções e abordagens que merecem certamente um grande apreço da malta da geração de sonhos, mas esta do Soeiro está mesmo ......Yes !!!
Quarta 7 de Julho de 2010
Na Declaração Política do PCP hoje na Assembleia da República, José Soeiro lembrou os 35 anos passados do início da Reforma Agrária e afirmou que a Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
Frutuosa foi a germinação das sementes de Abril nos sequiosos, de liberdade, campos do Alentejo.
20 de Junho de 1974. Greve vitoriosa no concelho de Beja. Trabalhadores agrícolas e grandes proprietários assinam a 1ª Convenção Colectiva para a agricultura. Emprego para todos. Aumento de salários. Horário semanal de 44 horas. Direitos conquistados. Abalo profundo nos alicerces de um modo de produção semi feudal, assente na grande propriedade latifundiária que, ao longo de séculos, condenou à servidão gerações de trabalhadores a quem sempre negou os mais elementares direitos.
Lembro. Nenhuma legislação laboral se aplicava aos trabalhadores agrícolas. Nenhum direito lhes era reconhecido. A mínima reivindicação tinha na repressão a resposta. Muitos pagaram com a liberdade, alguns com a própria vida, a ousadia de reivindicar. De reivindicar direitos humanos elementares, como o direito ao trabalho ou condições mínimas de dignidade do mesmo. De reivindicar o pão de que careciam para si e para os seus.
Direito ao trabalho. Melhores salários. Horário justo. Reivindicações básicas. Negociadas. Acordadas. Com respeito. Sem ódios. Sem violência. Sem desejos de vingança. Apenas necessidade. Sede de justiça social. Liberdade. Democracia.
Não o entenderam latifundiários e muitos dos grandes proprietários. Não podiam entender. Viviam viciados no “quero, posso e mando” de um regime que era o seu. Reagiram mal à liberdade. À democracia.
Meteram fogo a searas. Venderam efectivos pecuários. Fizeram falsas sementeiras. Sabotaram a economia. Violaram os contratos livremente assinados. Despediram trabalhadores com 10, 15, 20 anos, vidas inteiras, ao seu serviço. Conspiraram contra o Portugal de Abril. Riam-se da sua impunidade.
Comprometeram e puseram em causa, os que assinaram, respeitaram e cumpriram os acordos assinados com os trabalhadores.
Tornaram Imperiosa outra resposta. Nova. Firme. Que o poder político não assumia apesar de fundamentadas e repetidas denúncias.
10 de Dezembro de 1974. Saúdo os que nessa manhã, conscientes do que estava em jogo, ponderados os riscos de uma resposta violenta, assumiram, com coragem, por unanimidade, ocupar a Herdade do Monte do Outeiro e tomar em mãos o processo produtivo, orientação traçada na noite anterior, entre membros do PCP.
A resposta estava dada. Pelos trabalhadores. Ocupar era o caminho necessário para a derrota das manobras conspirativas, a desestabilização, a sabotagem económica, que estavam em curso.
26 de Janeiro de 1975. Contra dúvidas, hesitações e mesmo opiniões contrárias, a decisão histórica. Cito-a: «Dar início imediato à Reforma Agrária»; «Controlo pelos trabalhadores de todas as propriedades em regime de subaproveitamento total ou parcial». Decisão? Dos trabalhadores. Proposta? Do seu Sindicato. Orientação? Discutida e decidida na noite anterior, entre comunistas na sua sede, em Beja.
Orientação ousada? Polémica? Sem dúvida. Mas acertada e justa.
9 de Fevereiro de 1975. Na 1ª Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul, Álvaro Cunhal torna-a orientação e palavra de ordem para toda a zona do latifúndio. Para todo o Partido. Cito-o: “A Reforma Agrária surge natural como a própria vida, aparece como resultado da necessidade objectiva de resolver o problema do emprego e da produção, como solução indispensável e única…Vivemos um momento histórico nos campos do Sul. Pelas mãos dos trabalhadores, a Reforma Agrária deu os primeiros passos.».
15 de Abril de 1975. O Conselho da Revolução aprova o Decreto-Lei nº 203-C/75 que consagra o Programa da Reforma Agrária.
29 de Julho de 1975. A Reforma Agrária ganha forma de Lei. Lei que reconhece a justeza e dá um novo impulso à luta dos trabalhadores. Há 35 anos as ocupações generalizavam-se. Pelas mãos dos trabalhadores. Uma nova vida ganhava forma nos campos do Alentejo e Ribatejo. Cumpria-se a Revolução de Abril na zona do latifúndio.
Mais Democracia. Liberdade. Dignidade. Cidadania. Direito ao trabalho. Direito a produzir. Eis o que os trabalhadores agrícolas defenderam ao assumir as ocupações.
Selvagens e ilegais lhe chamaram alguns. Tão selvagens e ilegais como ilegal e selvagem foi o acto libertador de 25 de Abril de 1974.
17 de Outubro de 1975. “Vanguarda do Alentejo”. A primeira UCP. Dos trabalhadores. Sem outro controlo que o dos próprios. Proposta do Sindicato. Inovadora. Criativa. Nem cooperativa. Nem herdade do Estado. Nem distribuição de terras. Apenas Unidade Colectiva de Produção. Trabalhadores assalariados de si próprios. Ao serviço do Povo. Do País. Uma só ambição, arrancar da terra mais riqueza, criar mais emprego, forma de assegurar a sua distribuição e fixação no território onde é produzida. Utopia. Realidade. Acarinhada. Apoiada. Assumida pelo PCP e outros democratas.
A Reforma Agrária garantiu emprego a todos os desempregados. Permitiu o regresso de emigrantes. Travou a desertificação. Aumentou a produção e a produtividade. Diversificou culturas. Aumentou o regadio. Criou lojas e cantinas. Introduziu formas novas de gestão e organização no trabalho. Melhorou salários e condições de trabalho.
Garantiu acesso ao regime geral da segurança social. Rasgou novos horizontes para a juventude. Criou e apoiou creches, infantários, centros de dia, lares, postos médicos. Gerou cultura, alegria, festa. Vivificou o mundo rural. Animou a economia.
Com modéstia e altruísmo exemplares, analfabetos por imposição, os trabalhadores agrícolas escreveram das mais belas páginas da nossa História recente. Páginas de Ouro da Revolução de Abril. Eles não sonharam. Eles construíram uma nova e mágica realidade. Eles mostraram ser possível um Portugal melhor, sem injustiças, sem desigualdades gritantes, com pleno emprego … o Portugal que não temos mas que é justo ambicionar.
2 de Abril de 1976. PS, PSD, PCP, MDP, consagram a Reforma Agrária na Constituição da República.
Desrespeitada. Violada nos dezasseis anos seguintes. Dezasseis anos de violência. De barbárie contra quem ousou trabalhar e produzir livre de qualquer tutela. Dezasseis anos de heróica resistência. A Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.
Hoje, 35 anos depois, será adequado falar de Reforma Agrária? Essa é questão a que me proponho responder se V. Ex.ªs tiverem a gentileza de, sobre isso, me questionar.
Como afirma o Poeta:
“...porque/- a capacidade de -/ sonhar/ não é coisa/ que assim/ se/ perca, iremos/ adiante, até/ ao/ fim/ o/ Alentejo”.
Disse.
Quarta 7 de Julho de 2010
Na Declaração Política do PCP hoje na Assembleia da República, José Soeiro lembrou os 35 anos passados do início da Reforma Agrária e afirmou que a Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
Frutuosa foi a germinação das sementes de Abril nos sequiosos, de liberdade, campos do Alentejo.
20 de Junho de 1974. Greve vitoriosa no concelho de Beja. Trabalhadores agrícolas e grandes proprietários assinam a 1ª Convenção Colectiva para a agricultura. Emprego para todos. Aumento de salários. Horário semanal de 44 horas. Direitos conquistados. Abalo profundo nos alicerces de um modo de produção semi feudal, assente na grande propriedade latifundiária que, ao longo de séculos, condenou à servidão gerações de trabalhadores a quem sempre negou os mais elementares direitos.
Lembro. Nenhuma legislação laboral se aplicava aos trabalhadores agrícolas. Nenhum direito lhes era reconhecido. A mínima reivindicação tinha na repressão a resposta. Muitos pagaram com a liberdade, alguns com a própria vida, a ousadia de reivindicar. De reivindicar direitos humanos elementares, como o direito ao trabalho ou condições mínimas de dignidade do mesmo. De reivindicar o pão de que careciam para si e para os seus.
Direito ao trabalho. Melhores salários. Horário justo. Reivindicações básicas. Negociadas. Acordadas. Com respeito. Sem ódios. Sem violência. Sem desejos de vingança. Apenas necessidade. Sede de justiça social. Liberdade. Democracia.
Não o entenderam latifundiários e muitos dos grandes proprietários. Não podiam entender. Viviam viciados no “quero, posso e mando” de um regime que era o seu. Reagiram mal à liberdade. À democracia.
Meteram fogo a searas. Venderam efectivos pecuários. Fizeram falsas sementeiras. Sabotaram a economia. Violaram os contratos livremente assinados. Despediram trabalhadores com 10, 15, 20 anos, vidas inteiras, ao seu serviço. Conspiraram contra o Portugal de Abril. Riam-se da sua impunidade.
Comprometeram e puseram em causa, os que assinaram, respeitaram e cumpriram os acordos assinados com os trabalhadores.
Tornaram Imperiosa outra resposta. Nova. Firme. Que o poder político não assumia apesar de fundamentadas e repetidas denúncias.
10 de Dezembro de 1974. Saúdo os que nessa manhã, conscientes do que estava em jogo, ponderados os riscos de uma resposta violenta, assumiram, com coragem, por unanimidade, ocupar a Herdade do Monte do Outeiro e tomar em mãos o processo produtivo, orientação traçada na noite anterior, entre membros do PCP.
A resposta estava dada. Pelos trabalhadores. Ocupar era o caminho necessário para a derrota das manobras conspirativas, a desestabilização, a sabotagem económica, que estavam em curso.
26 de Janeiro de 1975. Contra dúvidas, hesitações e mesmo opiniões contrárias, a decisão histórica. Cito-a: «Dar início imediato à Reforma Agrária»; «Controlo pelos trabalhadores de todas as propriedades em regime de subaproveitamento total ou parcial». Decisão? Dos trabalhadores. Proposta? Do seu Sindicato. Orientação? Discutida e decidida na noite anterior, entre comunistas na sua sede, em Beja.
Orientação ousada? Polémica? Sem dúvida. Mas acertada e justa.
9 de Fevereiro de 1975. Na 1ª Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul, Álvaro Cunhal torna-a orientação e palavra de ordem para toda a zona do latifúndio. Para todo o Partido. Cito-o: “A Reforma Agrária surge natural como a própria vida, aparece como resultado da necessidade objectiva de resolver o problema do emprego e da produção, como solução indispensável e única…Vivemos um momento histórico nos campos do Sul. Pelas mãos dos trabalhadores, a Reforma Agrária deu os primeiros passos.».
15 de Abril de 1975. O Conselho da Revolução aprova o Decreto-Lei nº 203-C/75 que consagra o Programa da Reforma Agrária.
29 de Julho de 1975. A Reforma Agrária ganha forma de Lei. Lei que reconhece a justeza e dá um novo impulso à luta dos trabalhadores. Há 35 anos as ocupações generalizavam-se. Pelas mãos dos trabalhadores. Uma nova vida ganhava forma nos campos do Alentejo e Ribatejo. Cumpria-se a Revolução de Abril na zona do latifúndio.
Mais Democracia. Liberdade. Dignidade. Cidadania. Direito ao trabalho. Direito a produzir. Eis o que os trabalhadores agrícolas defenderam ao assumir as ocupações.
Selvagens e ilegais lhe chamaram alguns. Tão selvagens e ilegais como ilegal e selvagem foi o acto libertador de 25 de Abril de 1974.
17 de Outubro de 1975. “Vanguarda do Alentejo”. A primeira UCP. Dos trabalhadores. Sem outro controlo que o dos próprios. Proposta do Sindicato. Inovadora. Criativa. Nem cooperativa. Nem herdade do Estado. Nem distribuição de terras. Apenas Unidade Colectiva de Produção. Trabalhadores assalariados de si próprios. Ao serviço do Povo. Do País. Uma só ambição, arrancar da terra mais riqueza, criar mais emprego, forma de assegurar a sua distribuição e fixação no território onde é produzida. Utopia. Realidade. Acarinhada. Apoiada. Assumida pelo PCP e outros democratas.
A Reforma Agrária garantiu emprego a todos os desempregados. Permitiu o regresso de emigrantes. Travou a desertificação. Aumentou a produção e a produtividade. Diversificou culturas. Aumentou o regadio. Criou lojas e cantinas. Introduziu formas novas de gestão e organização no trabalho. Melhorou salários e condições de trabalho.
Garantiu acesso ao regime geral da segurança social. Rasgou novos horizontes para a juventude. Criou e apoiou creches, infantários, centros de dia, lares, postos médicos. Gerou cultura, alegria, festa. Vivificou o mundo rural. Animou a economia.
Com modéstia e altruísmo exemplares, analfabetos por imposição, os trabalhadores agrícolas escreveram das mais belas páginas da nossa História recente. Páginas de Ouro da Revolução de Abril. Eles não sonharam. Eles construíram uma nova e mágica realidade. Eles mostraram ser possível um Portugal melhor, sem injustiças, sem desigualdades gritantes, com pleno emprego … o Portugal que não temos mas que é justo ambicionar.
2 de Abril de 1976. PS, PSD, PCP, MDP, consagram a Reforma Agrária na Constituição da República.
Desrespeitada. Violada nos dezasseis anos seguintes. Dezasseis anos de violência. De barbárie contra quem ousou trabalhar e produzir livre de qualquer tutela. Dezasseis anos de heróica resistência. A Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.
Hoje, 35 anos depois, será adequado falar de Reforma Agrária? Essa é questão a que me proponho responder se V. Ex.ªs tiverem a gentileza de, sobre isso, me questionar.
Como afirma o Poeta:
“...porque/- a capacidade de -/ sonhar/ não é coisa/ que assim/ se/ perca, iremos/ adiante, até/ ao/ fim/ o/ Alentejo”.
Disse.
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Está asim provado que sonhar é necessário.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Vamos continuar a luta
Vamos continuar a luta
Diz-se, que despedindo-se de Favre e da vida, Violeta Parra compôs esta canção.
Gracias à la Vida é logo adoptada pelo povo e marca presença nas suas lutas contra a ditadura.
Baez e Elis recriam-na dando-lhe as sonoridades da solidariedade dos povos do mundo para com a luta do povo Chileno.
Hoje, quando nos despedimos de ti, Pedro, queremos que se assuma como um hino à vida e à luta. Um hino que nos empolgue os exemplos de entrega, generosidade, criatividade, inteligência e verticalidade como são os que nos legas agora.
Após este breve intervalo para o adeus e reiniciando a caminhada reafirmamos-te:
Vamos continuar a luta.
domingo, 20 de junho de 2010
Morreu o Pedro Palma!... Mas para nós não.
Estaremos todos no teu funeral, para que sintas a força que nos dás ao recordar-te.
Se vamos continar a luta pelos nossos sonhos? Fica tranquilo. Que outra coisa poderías esperar de nós.
O Santos e o Pica ficaram de informar sobre o dia do funeral (se é amanhã - segunda-feira, ou se é na terça) e a hora e o local.
Se vamos continar a luta pelos nossos sonhos? Fica tranquilo. Que outra coisa poderías esperar de nós.
O Santos e o Pica ficaram de informar sobre o dia do funeral (se é amanhã - segunda-feira, ou se é na terça) e a hora e o local.
Adeus camarada

Há dias, num dos reencontros, perguntava-te o Frade : «e tu quantos moços tens?» e respondes-te: cento e quarenta e dois …mas já tive anos piores. Assim, sem a mais leve denuncia de ironia. E todos nos rimos à gargalhada. Uns por saberem claramente a que te referias, outros pelo absurdo da resposta.
À fraterna solidariedade que SEMPRE manifestas-te com os teus amigos e camaradas encontravas sempre espaço para acrescentar o mais sensível e recortado humor.
Recordo ainda a tua memória fresca. Quantas vezes não reconstitui episódios, personagens e canções graças a ela.
E na reconstituição das canções juntavas-lhe ainda a harmonia, de uma voz ritmada e estas ganhavam o som de hinos que juntos seguíamos.
E assim entoámos antes e agora, tantas vezes: «Jovens do vasto mundo, nós queremos um mundo de paz».
Hoje, ainda marcados pela despedida a Saramago, quando um turbilhão de ideias e emoções varriam o nosso ser, quando constatávamos da dimensão dos homens e confirmávamos quão grandes são aqueles que mesmo na morte são mais homens do que todas as miniaturas vivas, recebemos este soco que nos atordoa.
O Pedro, o Pedro Palma partiu.
Não poderemos mais contar com a sua refrescada memória.
Nem com as suas canções, o seu humor, a sua fraternidade, a sua entrega e dedicação.
Não poderá estar em Pias.
Mas deixa-nos e nós temos obrigação de honrar o seu testemunho e exemplo.
Morreu mais um HOMEM grande e um Grande CAMARADA.
Pois então, que todos nós entoemos o resto do hino e que entoemos neste verso: «Juntos da tumba sagrada, nossa jura solene repetimos»;
A luta continua.
Adeus Pedro.
Adeus camarada.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A LUTA É O CAMINHO
Objectivos cumpridos e superados!
Mobilizámos
Mobilizámos e as ruas encheram-se com tantos, tantos mil!
E havemos de ser mais ainda
Porque não paramos
Havemos de lutar, lutar sempre!
A Luta é atitude ante a vida e caminho do Futuro "Álvaro Cunhal"
Mobilizámos
Mobilizámos e as ruas encheram-se com tantos, tantos mil!
E havemos de ser mais ainda
Porque não paramos
Havemos de lutar, lutar sempre!
A Luta é atitude ante a vida e caminho do Futuro "Álvaro Cunhal"
sexta-feira, 28 de maio de 2010
ATE AMANHÃ CAMARADAS
quinta-feira, 20 de maio de 2010
reencontro
viemos de longe
de muito longe
o que nós passámos até chegar aqui
e entretanto passaram 30 e tal anos
mas o que é curioso
é que parece que foi ontem
só os cabelos nos desmentem
até ao próximo reencontro
já no dia 29
em lisboa
desculpem mas só estas é que ficaram boas
quem tiver mais...
o pedro palma, o borges, a felicidade, o antónio joão, o chico pereira, o pargana
os amigos do gupo de cantares de évora que nos encantaram
o herlander!...
a manuela, o santos, o cascalheira...
o antónio barão...
o frade, o chico missas, o baguinho
e tantos
e a minha máquina não registou
fica para a próxima
foi não, é!

foi ?? é bonita a festa, pá! porque os sons da nossa festa, que são também os sons do trabalho, vão ganhar as ruas e é aí que nos vamos encontrar, muitas vezes e muito antes do próximo Maio, em Pias ou noutro lado qualquer.
vemos-nos dia 29, em Lisboa.
ps (salvo seja): num esforço contrariado de preservar compromissos importantes, fiz uma saída à francesa, ainda a procissão ia no adro. e as despedidas são sempre a seca pior. felizmente que o chico missas fez o melhor brinde logo no início. e aqueles camaradinhas de máquina de filmar em punho estão à espera de quê para descarregar aqui os videos ? vá lá, partilhem!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Foi linda a festa
A luta continua
-Este é que eu agora não me lembro quem é ele!
-Meu grande sacana, quando me deixaste pendurado no registo…
-Olha o meu afilhado - gritou logo o Gama enquanto dava um ruidoso abraço no Chico Pereira.
Foi assim. Este foi um dos episódios dos muitos reencontros que sábado aconteceram.
Um dia, se os protagonistas me permitirem, esclarecer-se-á a questão do afilhado, mas por agora fica o sabor da fraternidade do reencontro.
A memória, a amizade, a fraternidade conduziram-nos ali, no sábado.
Mas o que ali afluiu foi acima de tudo, uma vontade danada de viver para transformar o presente e garantir um futuro melhor.
A mesma vontade que nos conduziu por todo este Alentejo nos anos em que tínhamos um pouco de menos anos.
Quando comíamos sardinhas em conserva como se comêssemos o melhor dos pitéus, quando comprávamos avulso e repartíamos os cigarros, quando dormíamos sobre cartões e nos enrolávamos (vivos) nas bandeiras, quando aprendíamos a fazer uma caldeirada para quatro com três sardinhas, quando o teu problema era o problema de todos, quando o dinheiro conseguido era o dinheiro repartido.
Frequentámos a melhor das universidades do mundo.
E formámo-nos caldeando esta amizade inquebrável e esta fraternidade «tão jovem» que no sábado uma vez mais mostrámos.
A luta continua.
E nós continuamos tão jovens.
-Este é que eu agora não me lembro quem é ele!
-Meu grande sacana, quando me deixaste pendurado no registo…
-Olha o meu afilhado - gritou logo o Gama enquanto dava um ruidoso abraço no Chico Pereira.
Foi assim. Este foi um dos episódios dos muitos reencontros que sábado aconteceram.
Um dia, se os protagonistas me permitirem, esclarecer-se-á a questão do afilhado, mas por agora fica o sabor da fraternidade do reencontro.
A memória, a amizade, a fraternidade conduziram-nos ali, no sábado.
Mas o que ali afluiu foi acima de tudo, uma vontade danada de viver para transformar o presente e garantir um futuro melhor.
A mesma vontade que nos conduziu por todo este Alentejo nos anos em que tínhamos um pouco de menos anos.
Quando comíamos sardinhas em conserva como se comêssemos o melhor dos pitéus, quando comprávamos avulso e repartíamos os cigarros, quando dormíamos sobre cartões e nos enrolávamos (vivos) nas bandeiras, quando aprendíamos a fazer uma caldeirada para quatro com três sardinhas, quando o teu problema era o problema de todos, quando o dinheiro conseguido era o dinheiro repartido.
Frequentámos a melhor das universidades do mundo.
E formámo-nos caldeando esta amizade inquebrável e esta fraternidade «tão jovem» que no sábado uma vez mais mostrámos.
A luta continua.
E nós continuamos tão jovens.
sábado, 15 de maio de 2010
Pelo Sonho é que vamos

O Sonho
Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança
naquilo que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião de Gama
Foi bom, foi muito bom!
Eramos à volta dos 70 e o Sonho continua vivo.
Há que continuar a lutar, há que continuar a sonhar!
PORQUÊ?
FOMOS QUADROS QUE NA NOSSA JUVENTUDE TIVEMOS UM PAPEL ACTIVO NO DESENVOLVIMENTO DAS MAIS DIVERSAS LUTAS E ACTIVIDADES DAS ORGANIZAÇÕES DA JUVENTUDE COMUNISTA no Alentejo
TEMOS UM SONHO, UM IDEAL, Consideramos que a dinâmica do desenvolvimento da humanidade, o sentido da História, passa inevitavelmente pela luta por uma sociedade organizada na base de valores e princípios em que CADA UM CONTRIBUA COM AS SUAS POSSIBILIDADES E RECEBA DE ACORDO COM AS SUAS NECESSIDADES. É utopia? Claro!
Que seria da humanidade se não fossem as utopias e aqueles que lutam por elas.
Somos um grupo de amigos e camaradas, estamos aqui por isso.
Vamos fazer com que o calor da nossa amizade, o recordar de lutas, valores e princípios que nortearam a nossa forma de participaço na vida colectiva das nossas organizações, sirvam de motivação para uma melhor e maior actividade dentro do nosso partido. VIVA A JCP, VIVA O PCP
Para o ano, em 21 de Maio, em Pias e aí já temos que levar os nossos pais, os nossos filhos e os nossos netos.
TEMOS UM SONHO, UM IDEAL, Consideramos que a dinâmica do desenvolvimento da humanidade, o sentido da História, passa inevitavelmente pela luta por uma sociedade organizada na base de valores e princípios em que CADA UM CONTRIBUA COM AS SUAS POSSIBILIDADES E RECEBA DE ACORDO COM AS SUAS NECESSIDADES. É utopia? Claro!
Que seria da humanidade se não fossem as utopias e aqueles que lutam por elas.
Somos um grupo de amigos e camaradas, estamos aqui por isso.
Vamos fazer com que o calor da nossa amizade, o recordar de lutas, valores e princípios que nortearam a nossa forma de participaço na vida colectiva das nossas organizações, sirvam de motivação para uma melhor e maior actividade dentro do nosso partido. VIVA A JCP, VIVA O PCP
Para o ano, em 21 de Maio, em Pias e aí já temos que levar os nossos pais, os nossos filhos e os nossos netos.
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o sentido da luta,
o sentido da vida.,
Um ideal
UTILIDADE
Só as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só o amor por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda,
nem nunca, será nossa
interessa.
Mário Dionísio
[Lisboa, 1916-1995]
A Bandeira Comunista

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.
À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.
Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.
E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.
À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.
Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.
E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.
José Carlos Ary dos Santos
terça-feira, 11 de maio de 2010
Organização (eu não tenho)
Eu juro que invejo esta malta que tem coragem para meter as mãos na massa e organizar isto.
Ainda mais considerando que tem que "lutar" contra gentinha como eu que pede para ficar até quase à véspera sem confirmar, porque tem constrangimentos e limitações e blá, blá e dá uma trabalhêra desgraçada...
Mas agora aqui e em primeiríssima mão fica já confirmada a minha presença (óviste Alexandre?) já com boleia confirmada e tudo. Mal posso esperar para me "ajuntar" com esta gente boa.
E nem posso acreditar que sou eu ali em baixo naquela foto!!!
Ainda mais considerando que tem que "lutar" contra gentinha como eu que pede para ficar até quase à véspera sem confirmar, porque tem constrangimentos e limitações e blá, blá e dá uma trabalhêra desgraçada...
Mas agora aqui e em primeiríssima mão fica já confirmada a minha presença (óviste Alexandre?) já com boleia confirmada e tudo. Mal posso esperar para me "ajuntar" com esta gente boa.
E nem posso acreditar que sou eu ali em baixo naquela foto!!!
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