terça-feira, 17 de maio de 2011

Almoço/convivio em Pias - Nota enviada á imprensa

Somos um grupo de amigos e camaradas, que se “temperaram” na militância activa no final dos anos 70 e durante os anos 80, nas organizações do Alentejo na JCP, Juventude Comunista Portuguesa, e que se tem vindo a auto denominar de GERAÇÃO DE SONHOS


Tal como tinha ficado combinado no 1º almoço/convívio que o ano passado fizemos em Évora, voltamo-nos a encontrar no último sábado dia 7-05-2011 em PIAS, nos casões da “Esquerda Vencerá”.

No 1º encontro fomos mais de 70, neste já fomos mais de 100. Foi plenamente alcançado o objectivo de conviver, reflectir sobre a sociedade e sobre a participação individual e colectiva que cada um de nós.

Este encontro foi um avivar de memórias que marcaram profundamente o que cada um de nós é hoje, e, concluímos:

A análise aos acontecimentos sociais, políticos e económicos dos últimos tempos no mundo e em particular no nosso País, não nos deixam QUALQUER DÚVIDA, sobre a importância da luta pela materialização dos SONHOS QUE ABRIL FERMENTOU EM NÓS.

É urgente usar as novas e cada vez mais acessíveis ferramentas da comunicação para que os POVOS compreendam, que o capitalismo não é o fim da História, não é o último e o menos mau dos sistemas que a Humanidade vai sendo capaz de criar. Há outras soluções que passam pela cada vez maior proximidade do poder com os cidadãos, a chamada DEMOCRACIA PARTICIPADA, nós a essa solução chamámos SOCIEDADE SOCIALISTA.

Se não facilita usar o nome SOCIEDADE SOCIALISTA, depois de terem falhado os modelos aplicados nos Países onde usualmente se lhe dava esse nome e no nosso País onde um partido com o nome de Socialista PS, tem feito a política mais liberal e de sujeição aos interesses de um agressivo capitalismo que para espanto de todos usa métodos que já não são só exploração, mas um autêntico roubo “legalmente” protegido, então que usemos o de “DEMOCRACIA PARTICIPADA, mas uma democracia real, POLITICA, ECONÓMICA, SOCIAL E CULTURAL.

Sobre o acto eleitoral de 5 de Junho, decidimos apelar a todas as gerações e em particular á nossa que votem na CDU. Merece e é sem dúvida a força politica de entre todas as concorrentes a que nos merece MAIOR COINFIANÇA.

Pias, 7 de Maio de 2011


quarta-feira, 6 de abril de 2011

2º Almoço-Convivio da Geração de Sonhos 7-05-2011


Os acordos entre nós não são promessas, são compromissos para cumprir.
Ficou decidido o ano passado que os camaradas de Pias, seriam os organizadores do nosso segundo almoço convivio.
Pois aí está, marcámos para o dia 4-04-2011, uma reunião petisco no Zorrito em Pias onde esteve o Pica de Pias, o Pica de A-do-Pinto, o Missas, o Frade, o António Barão, a Zezinha, o Xico Loys e um convidado que é da geração de sonhos de Setubal, que é o Henrique Vilalonga.
Foram mobilizados, não poderam vir, mas "deram mandato aos que estavam", o Santos, o Batalha, a Felicidade, o Pargana, o Cascalheira, o Vitor Silva e a Arminda. Ficou então decidido que o almoço convivio será no próximo dia 7-05-2011, sábado em Pias. Desta vez é para trazer os filhos e os caras metades, se os houver e outros amigos sonhadores como nós, ou que estejam a precisar da alegria da nossa presença e da convicção dos nossos ideais, para avivarem os sonhos.

O almoço vai custar 10 €. Para confirmações, aqui no blogue, ou para qualquer dos camaradas que estiveram na reunião.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

À memória do nosso camarada Jorge Manuel Baião Henriques




Estivemos no passado domingo dia 6-02-2011 no cemitério de Baleizão, para te acompanharmos à tua ultima morada.


Ausentaste-te e eras bom, bom camarada, bom amigo e um bom ser humano.

O teu sorriso espelhava o sonho, o teu sonho, o nosso sonho, o sonho de uma geração que recebeu o tetemunho da luta revolucionária para transformar a vida, o País e o Mundo.

Desde muito jovem abraças-te a causa e deste o teu melhor em defesa dos valores de um Abril distante que sabias próximo do nosso Maio e da planicie florida dos campos de Catarina, onde ombro a ombro lutámos em defesa da Reforma Agrária e da dignidade deste povo forte, mas simples com quem muitas vezes também cantámos as modas das nossas gentes.

Foste militante obreiro e dirigente da Juventude Comunista Portuguesa a vanguarda revolucionária da juventude onde crescemos juntos e aprendemos a ser comunistas.

Firme, honesto, coerente e decidido continuaste a dar o teu contributo, como militante do partido, o nosso partido, o Partido Comunista Português, a causas como a Paz, os direitos dos trabalhadores, a cidadania, o internacionalismo proletário, o socialismo e o poder local democrático, onde diversas vezes foste eleito membro da Assembleia de Freguesia e da Junta de Freguesia da tua querida aldeia de Baleizão.

Ajudaste a passar o testemunho deste sonho que é o ideal comunista às gerações vindouras. Se nós vamos continuar?

- Claro, que outra atitude poderias esperar de nós. Vamos sentir a tua falta, mas vamos falar de ti aos outros, aos jovens principalmente e estamos certos que muitos acabarão por dar o passo em frente que os somará ao nosso ideal.

Descansa em Paz, foste muito cedo mas cumpriste e nós por tudo isto não te dizemos adeus. Dizemos-te até sempre ou melhor, até amanhã camarada, até amanhã Jorge.

Esta é uma simples homenagem que te prestamos com toda a justiça por ser merecida, onde te afirmamos que continuaremos a lutar pelo teu sonho, pelo nosso sonho, pelo sonho de milhões de seres humanos como tu.

                                  Maturidade

                   “(…) Hei-de subir mais alto que os mortais

                    Às montanhas olímpicas do sonho,

                    Ultrapassando as leis universais.

                    E a minha alma,

                    Há-de-se abrir também como uma flor,

                    Tão doce como os favos,

                    Tão alta como a dor,

                    Tão rubra como os cravos!”

                                                     Ary dos Santos


Por:
Um grupo de amigos e camaradas do Jorge, que tal como ele se “temperaram” na militância activa no final dos anos 70 e durante os anos 80, nas organizações do Distrito de Beja e do Alentejo na JCP, Juventude Comunista Portuguesa, e que se tem vindo a auto denominar de GERAÇÃO DE SONHOS

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Não ha Festa como esta



Estivemos lá.
Não tão organizadinhos…mas estivemos.

Apesar da multidão, dos sons e cores, dos encontros que nos arrancam momentos, é bom, por momentos, breves momentos que sejam, percorrer em silêncio a festa.
Circular memórias. Projectar futuros.
Saltar da FIL - o tempo primeiro - para o Jamor dos primeiros tempos para depois contemplar o Tejo do alto da colina de Lisboa que tanta cor e projecção deu à festa.
E olhar o Tejo, agora aqui resguardado num cantinho sereno do seu estuário.
Saborear cada momento, cada passo deste caminho onde confluimos nesta terra dos sonhos.
E tremer por dentro mesmo na presença do mais banal de um acontecimento - um jovem alemão carregando nos erres e soletrando palavras de ordem muito nossas - e sentir e conter as alegrias que querem sair na forma de lágrima e encontrar amigos e saber deles e eles de nós e
Lembrar o amor amando.
E sabendo quão diferente é o mundo procurar saber se é verdade, se é mesmo verdade, que aqueles que sabem fazer aquela festa também saberiam fazer um mundo melhor.
E percorrer o país e o mundo numa passada. Comer uma alheira em Trás os Montes e beber um mojito em Cuba.
Abraçar um amigo em Itália e interiorizar, enternecido, o beijo de dois jovens namoradeiros, em Santarém.
Vivemos em intensa lucidez três dias felizes sabendo do desemprego, das carências, das dificuldades.
E tudo isso lembrámos e lutámos, nos debates, nos slogans, nas reuniões e no comício.
E por isso mesmo, em festa, lutando, lutámos.
Estes não são os dias de descanso dos guerreiros, mas são os dias em que estes, festejam a vida e retemperam energias para continuar a luta.
E cá estamos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Malta da Geração de Sonhos na Festa do Avante

Vamos ter dois encontros na festa, um na sexta e outro no domingo.
21,00 horas sexta, zona do restaurante de Beja (parece que a Zezinha de Pias, tem lá alguns poderes).
      Bebe-se um copo e vamos juntos para o palco principal "curtir a carvalhesa". Aqui dado que é sexta e
      se trata de ...... - a participação não tem caráter obrigatório, mas era bom que fossemos todos, é que há
      quem diga que o som da carvalhesa ficará melhor ainda com a nossa presença.
16,30 horas de Domingo - No mesmo local - Parece que temos que provar e beber um tinto/branco do
      do alentejo, com umas tapas - (Zezinha é que sabe), não deixa de ser bom pois o almoço já deve estar a
      ir por aí adiante e um reforçozinho dárá certamente outros alentos para marcarmos juntos uma boa
      presença no comicio.

O que acham da ideia da Felicidade nos revelar mais um pouco do seu lado de poetisa? Na sexta feira, depois da carvalhesa é capaz de não ficar mal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

só planície

só planície

sábado, 10 de julho de 2010

PCP reafirma necessidade de uma Reforma Agrária

Haverá outras intervenções e abordagens que merecem certamente um grande apreço da malta da geração de sonhos, mas esta do Soeiro está mesmo ......Yes !!!

Quarta 7 de Julho de 2010
Na Declaração Política do PCP hoje na Assembleia da República, José Soeiro lembrou os 35 anos passados do início da Reforma Agrária e afirmou que a Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
Frutuosa foi a germinação das sementes de Abril nos sequiosos, de liberdade, campos do Alentejo.
20 de Junho de 1974. Greve vitoriosa no concelho de Beja. Trabalhadores agrícolas e grandes proprietários assinam a 1ª Convenção Colectiva para a agricultura. Emprego para todos. Aumento de salários. Horário semanal de 44 horas. Direitos conquistados. Abalo profundo nos alicerces de um modo de produção semi feudal, assente na grande propriedade latifundiária que, ao longo de séculos, condenou à servidão gerações de trabalhadores a quem sempre negou os mais elementares direitos.
Lembro. Nenhuma legislação laboral se aplicava aos trabalhadores agrícolas. Nenhum direito lhes era reconhecido. A mínima reivindicação tinha na repressão a resposta. Muitos pagaram com a liberdade, alguns com a própria vida, a ousadia de reivindicar. De reivindicar direitos humanos elementares, como o direito ao trabalho ou condições mínimas de dignidade do mesmo. De reivindicar o pão de que careciam para si e para os seus.
Direito ao trabalho. Melhores salários. Horário justo. Reivindicações básicas. Negociadas. Acordadas. Com respeito. Sem ódios. Sem violência. Sem desejos de vingança. Apenas necessidade. Sede de justiça social. Liberdade. Democracia.
Não o entenderam latifundiários e muitos dos grandes proprietários. Não podiam entender. Viviam viciados no “quero, posso e mando” de um regime que era o seu. Reagiram mal à liberdade. À democracia.
Meteram fogo a searas. Venderam efectivos pecuários. Fizeram falsas sementeiras. Sabotaram a economia. Violaram os contratos livremente assinados. Despediram trabalhadores com 10, 15, 20 anos, vidas inteiras, ao seu serviço. Conspiraram contra o Portugal de Abril. Riam-se da sua impunidade.
Comprometeram e puseram em causa, os que assinaram, respeitaram e cumpriram os acordos assinados com os trabalhadores.
Tornaram Imperiosa outra resposta. Nova. Firme. Que o poder político não assumia apesar de fundamentadas e repetidas denúncias.
10 de Dezembro de 1974. Saúdo os que nessa manhã, conscientes do que estava em jogo, ponderados os riscos de uma resposta violenta, assumiram, com coragem, por unanimidade, ocupar a Herdade do Monte do Outeiro e tomar em mãos o processo produtivo, orientação traçada na noite anterior, entre membros do PCP.
A resposta estava dada. Pelos trabalhadores. Ocupar era o caminho necessário para a derrota das manobras conspirativas, a desestabilização, a sabotagem económica, que estavam em curso.
26 de Janeiro de 1975. Contra dúvidas, hesitações e mesmo opiniões contrárias, a decisão histórica. Cito-a: «Dar início imediato à Reforma Agrária»; «Controlo pelos trabalhadores de todas as propriedades em regime de subaproveitamento total ou parcial». Decisão? Dos trabalhadores. Proposta? Do seu Sindicato. Orientação? Discutida e decidida na noite anterior, entre comunistas na sua sede, em Beja.
Orientação ousada? Polémica? Sem dúvida. Mas acertada e justa.
9 de Fevereiro de 1975. Na 1ª Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul, Álvaro Cunhal torna-a orientação e palavra de ordem para toda a zona do latifúndio. Para todo o Partido. Cito-o: “A Reforma Agrária surge natural como a própria vida, aparece como resultado da necessidade objectiva de resolver o problema do emprego e da produção, como solução indispensável e única…Vivemos um momento histórico nos campos do Sul. Pelas mãos dos trabalhadores, a Reforma Agrária deu os primeiros passos.».
15 de Abril de 1975. O Conselho da Revolução aprova o Decreto-Lei nº 203-C/75 que consagra o Programa da Reforma Agrária.
29 de Julho de 1975. A Reforma Agrária ganha forma de Lei. Lei que reconhece a justeza e dá um novo impulso à luta dos trabalhadores. Há 35 anos as ocupações generalizavam-se. Pelas mãos dos trabalhadores. Uma nova vida ganhava forma nos campos do Alentejo e Ribatejo. Cumpria-se a Revolução de Abril na zona do latifúndio.
Mais Democracia. Liberdade. Dignidade. Cidadania. Direito ao trabalho. Direito a produzir. Eis o que os trabalhadores agrícolas defenderam ao assumir as ocupações.
Selvagens e ilegais lhe chamaram alguns. Tão selvagens e ilegais como ilegal e selvagem foi o acto libertador de 25 de Abril de 1974.
17 de Outubro de 1975. “Vanguarda do Alentejo”. A primeira UCP. Dos trabalhadores. Sem outro controlo que o dos próprios. Proposta do Sindicato. Inovadora. Criativa. Nem cooperativa. Nem herdade do Estado. Nem distribuição de terras. Apenas Unidade Colectiva de Produção. Trabalhadores assalariados de si próprios. Ao serviço do Povo. Do País. Uma só ambição, arrancar da terra mais riqueza, criar mais emprego, forma de assegurar a sua distribuição e fixação no território onde é produzida. Utopia. Realidade. Acarinhada. Apoiada. Assumida pelo PCP e outros democratas.
A Reforma Agrária garantiu emprego a todos os desempregados. Permitiu o regresso de emigrantes. Travou a desertificação. Aumentou a produção e a produtividade. Diversificou culturas. Aumentou o regadio. Criou lojas e cantinas. Introduziu formas novas de gestão e organização no trabalho. Melhorou salários e condições de trabalho.
Garantiu acesso ao regime geral da segurança social. Rasgou novos horizontes para a juventude. Criou e apoiou creches, infantários, centros de dia, lares, postos médicos. Gerou cultura, alegria, festa. Vivificou o mundo rural. Animou a economia.
Com modéstia e altruísmo exemplares, analfabetos por imposição, os trabalhadores agrícolas escreveram das mais belas páginas da nossa História recente. Páginas de Ouro da Revolução de Abril. Eles não sonharam. Eles construíram uma nova e mágica realidade. Eles mostraram ser possível um Portugal melhor, sem injustiças, sem desigualdades gritantes, com pleno emprego … o Portugal que não temos mas que é justo ambicionar.
2 de Abril de 1976. PS, PSD, PCP, MDP, consagram a Reforma Agrária na Constituição da República.
Desrespeitada. Violada nos dezasseis anos seguintes. Dezasseis anos de violência. De barbárie contra quem ousou trabalhar e produzir livre de qualquer tutela. Dezasseis anos de heróica resistência. A Reforma Agrária não fracassou. Foi destruída pela violência do Estado que a devia implementar e acarinhar.
Hoje, 35 anos depois, será adequado falar de Reforma Agrária? Essa é questão a que me proponho responder se V. Ex.ªs tiverem a gentileza de, sobre isso, me questionar.
Como afirma o Poeta:
“...porque/- a capacidade de -/ sonhar/ não é coisa/ que assim/ se/ perca, iremos/ adiante, até/ ao/ fim/ o/ Alentejo”.
Disse.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vamos continuar a luta


Vamos continuar a luta

Diz-se, que despedindo-se de Favre e da vida, Violeta Parra compôs esta canção.
Gracias à la Vida é logo adoptada pelo povo e marca presença nas suas lutas contra a ditadura.
Baez e Elis recriam-na dando-lhe as sonoridades da solidariedade dos povos do mundo para com a luta do povo Chileno.
Hoje, quando nos despedimos de ti, Pedro, queremos que se assuma como um hino à vida e à luta. Um hino que nos empolgue os exemplos de entrega, generosidade, criatividade, inteligência e verticalidade como são os que nos legas agora.
Após este breve intervalo para o adeus e reiniciando a caminhada reafirmamos-te:
Vamos continuar a luta.

domingo, 20 de junho de 2010

Morreu o Pedro Palma!... Mas para nós não.

Estaremos todos no teu funeral, para que sintas a força que nos dás ao recordar-te.

Se vamos continar a luta pelos nossos sonhos? Fica tranquilo. Que outra coisa poderías esperar de nós.

O Santos e o Pica ficaram de informar sobre o dia do funeral (se é amanhã - segunda-feira, ou se é na terça) e a hora e o local.

Adeus camarada



Há dias, num dos reencontros, perguntava-te o Frade : «e tu quantos moços tens?» e respondes-te: cento e quarenta e dois …mas já tive anos piores. Assim, sem a mais leve denuncia de ironia. E todos nos rimos à gargalhada. Uns por saberem claramente a que te referias, outros pelo absurdo da resposta.
À fraterna solidariedade que SEMPRE manifestas-te com os teus amigos e camaradas encontravas sempre espaço para acrescentar o mais sensível e recortado humor.
Recordo ainda a tua memória fresca. Quantas vezes não reconstitui episódios, personagens e canções graças a ela.
E na reconstituição das canções juntavas-lhe ainda a harmonia, de uma voz ritmada e estas ganhavam o som de hinos que juntos seguíamos.
E assim entoámos antes e agora, tantas vezes: «Jovens do vasto mundo, nós queremos um mundo de paz».
Hoje, ainda marcados pela despedida a Saramago, quando um turbilhão de ideias e emoções varriam o nosso ser, quando constatávamos da dimensão dos homens e confirmávamos quão grandes são aqueles que mesmo na morte são mais homens do que todas as miniaturas vivas, recebemos este soco que nos atordoa.
O Pedro, o Pedro Palma partiu.
Não poderemos mais contar com a sua refrescada memória.
Nem com as suas canções, o seu humor, a sua fraternidade, a sua entrega e dedicação.
Não poderá estar em Pias.
Mas deixa-nos e nós temos obrigação de honrar o seu testemunho e exemplo.
Morreu mais um HOMEM grande e um Grande CAMARADA.
Pois então, que todos nós entoemos o resto do hino e que entoemos neste verso: «Juntos da tumba sagrada, nossa jura solene repetimos»;
A luta continua.
Adeus Pedro.
Adeus camarada.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A LUTA É O CAMINHO

Objectivos cumpridos e superados!
Mobilizámos
Mobilizámos e as ruas encheram-se com tantos, tantos mil!
E havemos de ser mais ainda
Porque não paramos
Havemos de lutar, lutar sempre!

A Luta é atitude ante a vida e caminho do Futuro "Álvaro Cunhal"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ATE AMANHÃ CAMARADAS



Estão todos a fazer pastéis de bacalhau para levar amanhã para a Manif.???
Ainda estão de ressaca?
Esta coisa carece de alimento.
E esse alimento é a nossa escrita, as nossas fotos (tiradas por nós, esclareço).
Gosto de por aqui passar, mas não gosto de ver a sala vazia.
ATÉ AMANHÃ CAMARADAS

quinta-feira, 20 de maio de 2010

reencontro

viemos de longe
de muito longe
o que nós passámos até chegar aqui

e entretanto passaram 30 e tal anos

mas o que é curioso
é que parece que foi ontem

só os cabelos nos desmentem

até ao próximo reencontro

 já no dia 29
em lisboa

desculpem mas só estas é que ficaram boas
quem tiver mais...

o pedro palma, o borges, a felicidade, o antónio joão, o chico pereira, o pargana


os amigos do gupo de cantares de évora que nos encantaram


o herlander!...

a manuela, o santos, o cascalheira...


o antónio barão...


o frade, o chico missas, o baguinho

e tantos
e a minha máquina não registou

fica para a próxima

foi não, é!


foi ?? é bonita a festa, pá! porque os sons da nossa festa, que são também os sons do trabalho, vão ganhar as ruas e é aí que nos vamos encontrar, muitas vezes e muito antes do próximo Maio, em Pias ou noutro lado qualquer.




vemos-nos dia 29, em Lisboa.


ps (salvo seja): num esforço contrariado de preservar compromissos importantes, fiz uma saída à francesa, ainda a procissão ia no adro. e as despedidas são sempre a seca pior. felizmente que o chico missas fez o melhor brinde logo no início. e aqueles camaradinhas de máquina de filmar em punho estão à espera de quê para descarregar aqui os videos ? vá lá, partilhem!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Foi linda a festa

A luta continua

-Este é que eu agora não me lembro quem é ele!
-Meu grande sacana, quando me deixaste pendurado no registo…
-Olha o meu afilhado - gritou logo o Gama enquanto dava um ruidoso abraço no Chico Pereira.
Foi assim. Este foi um dos episódios dos muitos reencontros que sábado aconteceram.
Um dia, se os protagonistas me permitirem, esclarecer-se-á a questão do afilhado, mas por agora fica o sabor da fraternidade do reencontro.
A memória, a amizade, a fraternidade conduziram-nos ali, no sábado.
Mas o que ali afluiu foi acima de tudo, uma vontade danada de viver para transformar o presente e garantir um futuro melhor.
A mesma vontade que nos conduziu por todo este Alentejo nos anos em que tínhamos um pouco de menos anos.
Quando comíamos sardinhas em conserva como se comêssemos o melhor dos pitéus, quando comprávamos avulso e repartíamos os cigarros, quando dormíamos sobre cartões e nos enrolávamos (vivos) nas bandeiras, quando aprendíamos a fazer uma caldeirada para quatro com três sardinhas, quando o teu problema era o problema de todos, quando o dinheiro conseguido era o dinheiro repartido.
Frequentámos a melhor das universidades do mundo.
E formámo-nos caldeando esta amizade inquebrável e esta fraternidade «tão jovem» que no sábado uma vez mais mostrámos.
A luta continua.
E nós continuamos tão jovens.